Do sonho à realidade: goleira do Corinthians ganha bolsa de estudos e iniciará curso a distância




Projeto da Universidade Brasil, que já contemplava funcionários e colaboradores do clube, é ampliado para o futebol feminino

Patrícia Araújo carrega o Silva no nome e é mais uma entre as milhares de brasileiras deste país que conseguem realizar seus sonhos. Aos 21 anos, com esforço e dedicação, já pode dizer que conseguiu dois deles: atuar em um dos maiores clubes do país, o Corinthians, e ingressar na faculdade.

Nesta quinta-feira (7), ela acordou cedo para prestar vestibular na Universidade Brasil, patrocinadora do Timão desde 2017. No campus de Itaquera, ela fez prova para o curso de Processos Gerenciais, graças à parceria que o clube possui com a instituição de ensino.

Inicialmente, a parceria era destinada apenas aos funcionários e pessoas de baixa renda de comunidades carentes e ONGs indicadas pela agremiação, por meio do projeto ‘Esporte com Educação’. Como ele funciona: cada vitória, cada gol marcado, cada partida sem sofrer gol e cada rodada na liderança renderam uma bolsa de estudo ao longo do Campeonato Brasileiro de 2018. No ano passado, foram destinadas 57, e em 2017, ano do título brasileiro, 102.

A entrega de bolsas aleatórias ao ‘Esporte com Educação’ para o futebol feminino do Corinthians partiu da extensão do projeto e também do desejo das atletas alvinegras em voltarem à sala de aula. Pelo menos 10 meninas vão realizar o vestibular, e nesta quinta, Patrícia Araújo da Silva foi a primeira delas. 

“Nossa agenda é muito cheia, com treinos todos os dias e jogos, mas com um pouco de esforço e organização, creio que a gente consiga conciliar. É uma oportunidade única ter uma formação para quando encerrarmos a carreira. Sabemos que o futebol feminino não dá uma base forte como o masculino, por isso a importância de ter algo paralelo, que nos dê algo no futuro”, explica.

Ela e as outras jogadoras tinham o desejo de fazer Educação Física, mas como esse curso precisa ser presencial de acordo com as normas do MEC, optou por fazer um EAD (a distância), que desse sustentação e opções de trabalho a longo prazo.

“É importantíssima essa ajuda da Universidade Brasil, pois sem estudo não somos nada. E o Corinthians também tem papel fundamental nisso, pois além de nos oferecer esse curso, também oferece aula de inglês, ou seja, conseguimos nos preparar e sair com uma base para o dia em que não jogarmos mais”, aponta.

A arqueira corintiana está iniciando seu terceiro ano de Corinthians, justamente o mesmo período em que tornou-se profissional. Ela conta que escolheu o futebol por influência da família. A irmã, o irmão e o cunhado jogavam a lazer e ela sempre apreciou o esporte. “Acabei pegando gosto e sendo o orgulho da casa por ser a primeira profissional da família”, revela.

Ela não nega que a temporada passada foi de incerteza, de entender o que ela realmente queria para a carreira, mas que com a ajuda do próprio Corinthians, acabou decidindo seguir a carreira adiante e transformando o ano em um dos melhores de sua vida. “Fomos campeões brasileiros e quase levamos o Paulista. Não poderia ser melhor, foi maravilhoso o que aconteceu. E tenho certeza que para 2019 a expectativa é ainda maior”.

Além das atletas do time feminino, colaboradoras do Corinthians também foram beneficiadas com o projeto da Universidade Brasil. É o caso de Daiane Ferreira dos Santos, aluna do 4º semestre de Gestão de Recursos Humanos. "Essa parceria é uma ótima oportunidade para adquirirmos novas técnicas de aprendizado, com a vantagem de acompanharmos os jogos. Pra gente que não tem como vir ao estádio, é algo muito especial. Esse vínculo certamente permite estarmos mais próximos ao esporte por meio da educação", conta. 

O idealizador dessa iniciativa foi o reitor da Universidade Brasil, Fernando Costa, e o modelo de negócio foi prontamente aceito em meados de 2017, ano em que a parceria foi firmada. "É uma parceria com via de mão dupla, mas o mais importante é a ajuda ao próximo, às pessoas que sempre sonharam em ter um diploma, mas nunca conseguiram. Nós conseguimos transformá-lo em realidade", conta. 

As bolsas de estudo são entregues obrigatoriamente para pessoas de baixa renda, que recebem até dois salários mínimos. Os beneficiados variam de clube para clube, mas todos eles possuem parcerias com ONGs e instituições de caridade, além de incluírem, a pedido da própria Universidade, que colaboradores,  funcionários – e agora atletas, também participem do projeto.

Com talento dentro de campo e futuramente diploma na mão, Patrícia Araújo acredita que ela e o futebol feminino em geral podem continuar crescendo cada vez mais. “Já teve um crescimento enorme. Conheço jogadoras que estão nessa batalha há muito tempo e elas mesmo comentam que não tinham nada quando começaram. Que era treinar e trabalhar, às vezes nem conseguiam treinar para ter o sustento do dia em casa. É por isso que eu eu muitas outras colegas queremos continuar evoluindo, dentro e fora de campo, para construir um futuro melhor”, conclui.
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