Coordenador da pós-graduação ministra palestra no Teatro Corinthians




Quem frequenta academia já sabe que, entre uma série e outra, certamente vai ouvir alguém comentar que seu objetivo é “secar” e para isso precisa aumentar as repetições e diminuir a carga ou aquele aluno que seu desejo é “crescer”, então ele treina com mais carga e menos repetições. Mas afinal, esse método realmente funciona?

Para desmistificar essas lendárias metodologias dos anos 80/90, o professor Dr. Alexandre Evangelista, coordenador dos cursos de Medicina do Esporte, Personal Training e Prescrição para Obesidade e Emagrecimento da pós-graduação da UB - Universidade Brasil, ministrou o tema “Prescrição do Exercício para Hipertrofia e Emagrecimento”, no Teatro do Corinthians, no Parque São Jorge, na noite de 18 de junho.

Ao apresentar uma prescrição mais contemporânea para a hipertrofia, professor Alexandre alegou que ainda há muitos mitos quando se trata de treinos. “Eu saio daquele método que vem sendo feito desde a década de 80, onde você tem séries para adaptar, para secar, para crescer e isso, na verdade, não existe, porque o músculo não sabe contar, ele responde a estímulos”, explicou.

“Nas décadas de 80 e 90, ninguém pensava em colocar o ultrassom para ver se o músculo havia crescido depois de um determinado protocolo de treino. Ninguém pensava em colocar o aluno numa máquina de ressonância para ver se o músculo tinha aumentado. Hoje em dia, já se faz isso e, quando começou essa análise, você vê que muita coisa que se acreditava em relação ao treino caiu por terra. A partir desses estudos, sabe-se hoje que não existem treinos para secar e crescer, o treino para adaptar até existe, mas não da forma que é feito hoje”, esclareceu prof. Alexandre.

Segundo ele, para a hipertrofia são necessários 3 fatores: contração muscular, sobrecarga e alto grau de fadiga. No entanto, quando o treino é para iniciante, os profissionais da área devem atentar que o aluno tem pouca experiência com treinamento de força e muita tendência de sentir dor muscular de início tardio. “O indivíduo iniciante é muito sensível e o treinamento quando trabalha com contração e sobrecarga, ele gera fadiga, dano tecidual, inflamação e dor. Por isso, não dá para ele começar o treino com 3 séries de 15 repetições”.

A experiência de treinos para o iniciante deve ser positiva, caso contrário, ele irá fazer parte da estatística que comprova que 88% das pessoas desistem de treinar nos quatro primeiros meses. “O Brasil é o segundo país que mais tem academias no mundo, perde apenas para os EUA, mas só 5% da população brasileira estão matriculadas em academias, ou seja, 220 milhões estão parados. Algo está errado”, afirmou. No decorrer da palestra, o professor apresentou também resultados de estudos mais atuais e eficazes para os praticantes que estão em níveis mais avançados de treinamentos.

Outra lenda ineficaz é o aeróbio em jejum. “Não tem nenhum estudo na literatura que comprove o resultado, pelo contrário, quando você faz um treino sem se alimentar, seja ele aeróbio ou na musculação, você trabalha com menor intensidade, porque você vai ter menos energia no músculo para poder realizar os movimentos necessários”, comentou Alexandre.

O interesse pelo tema fez com que os alunos de Educação Física da Faculdade de Suzano – UNISUZ Eric Junior Pereira Paranaguá, Otávio Augusto Rocha e Vitória Pantaleão dos Santos viessem ao Parque São Jorge. “Pretendo atuar como preparador físico e hipertrofia tem muito a ver com o que eu quero trabalhar”, revelou Eric.

Na plateia também estavam os professores da academia de musculação do Corinthians. Para Jones Frank, a palestra agregou muito conhecimento. “Por mais que seja um conteúdo que já conhecia, quando participamos de palestras, além de reforçar o conceito, relembramos muitas coisas e nos reciclamos”, finalizou Frank.
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